Estamos em janeiro e nas Redes Sociais já começam a postar os convites para Blocos de Rua do Carnaval das mais variadas regiões do Brasil. A partir de hoje, toda semana iremos postar curiosidades sobre os blocos, assim como divulgar os eventos em nossa região.

Para começar, vamos falar sobre como surgiram os Blocos de Rua do Carnaval.

Os primeiros registros de blocos, licenciados pela polícia foram registrados no Rio de Janeiro, datam do final do século XIX e começo do século XX. Esses blocos surgiram de grupos de pessoas que invadiam as ruas da cidade do Rio de Janeiro (RJ) dispostas a se divertir no carnaval. Entre eles, Grupo Carnavalesco São Cristóvão, Bumba meu Boi, Estrela da Mocidade, Corações de Ouro, Recreio dos Inocentes, Um Grupo de Máscaras, Novo Clube Terpsícoro, Guarani, Piratas do Amor, Teimosos do Catete, Prazer do Livramento, Filhos de Satã e Crianças de Família.

No início do século XX, ainda não havia grandes distinções entre os variados tipos de brincadeiras que ocupavam as ruas cariocas. Na década de 1920, a intelectualidade brasileira, voltada às questões de identidade nacional, resolveu dar um outro olhar para a festa carnavalesca e organizar as diferentes categorias de folia.

Dessa forma, os grupos do carnaval popular ou Pequeno Carnaval consistiam em ranchos (considerados os mais sociáveis) e em blocos ou cordões (vistos como carnaval descontrolado). Este, por sua vez, dividia-se em ranchos (cortejo focado no elemento teatral com forte presença de instrumentos de sopro e canto) e em cordões (basicamente, instrumentos de percussão).

Nos cordões e nos blocos, os foliões andavam em fila, caminhando e dançando um atrás do outro, daí o nome cordões. Os participantes tinham que estar devidamente mascarados ou fantasiados de acordo com variados temas, como palhaços, velhos, índios, reis, rainhas, diabos e baianas. O grupo era conduzido por um Mestre e obedecia ao comando de um apito.

Foram inspirados nesses blocos que surgiram os grupos de samba a partir do final da década de 1920 que, na década seguinte, denominaram-se escolas de samba.

O início do século XX também marcou a propagação desses blocos. Divididos em grupos, os participantes se fantasiavam, decoravam seus carros e desfilavam pelas ruas das cidades. Essa manifestação deu origem aos carros alegóricos, típicos das escolas de samba.